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Cientistas ingleses propõem exame genético para determinar o risco de câncer de mama
Julho 08
Cientistas da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, propuseram submeter as mulheres a um exame genético para determinar o risco que elas teriam de desenvolver câncer de mama.
Os cientistas afirmam que está se tornando possível descobrir o risco de as mulheres desenvolverem câncer de mama olhando apenas as combinações dos genes. Eles sabem que o risco de câncer de mama é determinado em parte pela herança genética da mulher e em parte por outros fatores, como o estilo de vida. Testando pessoas com histórico familiar da doença, eles descobriram quais genes parecem estar contribuindo para este risco. O mais conhecido fator são defeitos nos genes BRCA1 e BRCA2, mas existem vários outros.
A tecnologia para realizar o exame, que consistiria em um simples esfregaço de mucosa bucal, já existe e é utilizada pelas agências comerciais que se dedicam a estabelecer perfis genéticos, portanto, elaborar um teste seria relativamente fácil se for considerado que vale a pena o esforço.
"Teremos muitas possibilidades de reduzir as mortes por câncer de mama" se for alcançado um teste genético capaz de identificar o mais rápido possível as mulheres que mais poderiam se beneficiar de um diagnóstico precoce, explica o cientista
Paul Pharoah, do Departamento de Oncologia da universidade.
O diretor de Pesquisas sobre o Câncer da Universidade de Cambridge e autor principal do estudo, Bruce Ponder, confia em um rápido desenvolvimento da tecnologia necessária, que poderia ocorrer nos dez próximos anos, e convém "começar já a pensar em como aplicar melhor esses avanços".
Procedimento
Segundo os cientistas britânicos, as mulheres que, após serem submetidas ao referido teste genético, demonstrassem não correr praticamente risco de desenvolver um câncer de mama, não teriam que renunciar às revisões periódicas, mas dependeria delas fazê-las ou não.
Em compensação, as mulheres cujos resultados no teste dessem positivo poderiam se submeter a revisões periódicas muito antes.
Fonte: Associação Brasileira do Câncer